domingo, 27 de fevereiro de 2011

Medidas prudenciais são mais efetivas contra inflação--Mantega

SÃO PAULO (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo deste domingo que medidas prudenciais e o aumento do compulsório são mais eficazes para conter a inflação do que o aumento dos juros.
'Eu sou contra manter juros artificialmente altos. Eu sou a favor de que subam os juros quando há problema de inflação. Não que esses juros aí tenham ajudado a diminuir. Acho que as medidas prudenciais e o aumento do compulsório, que são na veia, são mais efetivos', afirmou Mantega ao jornal.
'Os juros são muito altos no Brasil? É verdade. Só que já foram mais altos', acrescentou.
Esta semana o Copom vai se reunir, e a maioria dos analistas esperam nova alta de 0,5 ponto, para 11,75 por cento.
A inflação está acima da meta do Banco Central. Pelo IPCA, a alta foi de 5,9 por cento em 2010 e o centro da meta é 4,5 por cento. Em dezembro, o BC tomou algumas medidas macroprudenciais que já tiveram efeito para a desaceleração do crédito em janeiro, segundo dados divulgados na semana passada.
Mantega voltou a dizer que a taxa usada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empréstimos a Taxa de Juros de Longo Prazo (TLJP) deve subir.
O ministro disse ainda que o governo da presidente Dilma Rousseff é uma 'continuidade' dos oito anos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porém 'mais parecido' com o segundo mandato de Lula.
'O governo Dilma não é parecido nem com Lula 1 nem com Lula 2. É parecido com Lula 3', disse. 'O Dilma 1 é parecido com Lula 2 porque não está sendo puxado o freio de mão. Nós estamos trabalhando para um crescimento de 4,5 por centro, 5 por cento neste ano, o que será historicamente ímpar.'

Fonte: http://dinheiro.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=27830812

Quais os riscos de ter o próprio negócio?

Tornar-se um empreendedor pode significar independência para muitos profissionais, que procuram renunciar às ordens de um chefe e querem planejar e administrar negócios por conta própria. Porém, ao decidir empreender, a pessoa deve levar em conta alguns riscos que podem surgir pelo caminho e serem determinantes para o sucesso.
O presidente da Fran Systems, consultoria em desenvolvimento de negócios e de franquias, Batista Gigliotti, alerta para os sobressaltos na vida daqueles que abraçaram a profissão de empresário.
"Eles [riscos] existem em todos os negócios. Na verdade, aceitá-los é considerada uma das principais características do empreendedor de sucesso. Só o fato de se tornar empreendedor já pode ser considerado um risco. Porém, saber calcular onde e quando arriscar, além de ficar atento às dicas que o mercado nos proporciona, pode suavizar as dificuldades", afirma o executivo.
"Os riscos principais dos empreendedores são não ter muito claro se o negócio faz sentido em sua vida, não definir com muita clareza quais são os objetivos sociais do negócio e, por fim, as questões de planejamento", completa.
Gigliotti aponta que administrar uma empresa, determinar as estratégias que serão adotadas para alavancar o negócio e manter a companhia são apenas alguns desafios para o ínicio da gestão. Para o executivo, os empreendedores devem centrar-se nos tópicos a seguir.

Fonte: http://dinheiro.br.msn.com/fotos/galeria-de-fotos.aspx?cp-documentid=27795546

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Cronologia da evolução das teorias administrativas:

"O homem é o único animal que administra, como conseqüência é o único que desenvolveu uma aptidão natural para complicar as coisas”. Max Gehringer

A administração é a ordenação do caos que se instala quando um grupo de pessoas coopera no afã de conciliar metas estabelecidas por terceiros com seus objetivos, interesses, desejos e ambições pessoais.

Enquanto ciência, a administração estuda as necessidades sócio-técnicas da organização, seu conjunto de diretrizes, cultura, processos, recursos e capital, possibilitando a realização de seu negócio de forma estruturada, integrada e consolidada.
Na concepção sistêmica, a administração é entendida como um mecanismo estruturador e articulador de processos e recursos empresariais para a consecução dos resultados almejados: geração de bens, lucro e promoção do bem-estar social.

Cronologia da evolução das teorias administrativas:

Embora a industrialização tenha iniciado na década de 80 (séc. XIX) com os adventos das invenções mecânicas, hidráulicas e elétricas (Revolução Industrial) o estudo sistemático só ocorreu no início do séc. XX:
1911 – Princípios da Administração Científica com os estudos de Frederick W. Taylor nos EEUU sobre o sistema técnico com ênfase na especialização da tarefa e controle da produção.
1916 – Gerência Administrativa do livro - Administração Industrial e Geral de Henry Fayol na França, com abordagem na departamentalização, competências administrativas e desempenho organizacional, sendo considerado o Pai da Administração Clássica que defendia que a administração deveria ser uma disciplina a ser estudada fora das escolas de engenharia.
1927 – Relações Humanas a partir dos trabalhos de R.F.Hoxié (USA, 1916), Robert Owen (Escócia, 1825) e Elton de Mayo (USA, 1924 - experiência de Hawthorne – WE Co.) onde o funcionário passa a ser visto como recurso humano e não como uma peça do sistema técnico.
1940 – Escola burocrática de Max Weber com ênfase na organização formal e burocracia racional.
1943 - Teoria da motivação e escalas de necessidades de Abraham Maslow. É considerado o pai da Psicologia Transpessoal.
1945 – Behavorismo (comportamento) de Herbert Simon, Teoria da decisão que concebe a organização como um sistema de decisões.
1954 – Teoria Geral de Sistemas de Ludwig Von Bertalanfy na Áustria, abordagem sistêmica - organização como sistema aberto, visão holística. Peter Drucker com sua obra “The Pratice of Manegement” inicia uma nova era no pensamento administrativo e gerencial que considera a administração como disciplina dada sua importância no estudo da organização. Foi considerado o Pai da administração moderna.
1960 – Teorias X e Y de Douglas McGregor, “The Human Side of Enterprise”, USA1981 – Teoria Z de William Ouchi, USA, estabelece o conceito de administração participativa. Muitas são as abordagens na evolução do pensamento dos estudiosos da administração: a Clássica, a Burocrática, a Humanística, a Comportamental, a Sistêmica, a Organizacional, a Contingencial até se chegar na abordagem Estratégica; abordagens que podemos classificar em duas fases: 1. pensamento mecanicista e reducionista (primeira metade do séc XX), 2. pensamento sistêmico, orgânico e holístico.

A partir dos anos 80 as Escolas do Pensamento Estratégico, já com vinte anos de existência, sugeriram a criação da disciplina de Administração Estratégica nas grandes universidades americanas, resultado das demandas do aumento de competitividade por um novo foco na gestão.
A gestão é a aplicação da teoria administrativa por suas várias metodologias, a saber: gestão por funcionalidades, por objetivos, por resultados, por qualidade total, por processos, por competências, orientada à clientes, estratégica ...A estratégia corporativa apresentou grande desenvolvimento, principalmente a partir da década de 1980 quando o fenômeno da reestruturação empresarial – “conjunto amplo de decisões e de ações, com dimensão organizacional, financeira e de portfólio” (WRIGHT, KROLL e PARNELL,2000) tornou-se imperativo.
A administração estratégica é a disciplina que estrutura, integra e consolida o conjunto de premissas, ativos tangíveis e intangíveis, mercados e ambiente, possibilitando à organização obter vantagem competitiva na realização de seu negócio.
Face à implementação da tecnologia no contexto organizacional, a administração ganha novas perspectivas:

• Grande encadeamento: robotização, produção seriada, ganho em escala..., com função “otimizadora”.
• Mediadora: oferta de produtos e serviços na rede de relacionamentos (bancos, serviços públicos, comércio eletrônico...), exercendo função indutora.
• Intensiva: exerce função capacitora (hospitais, empresas de projetos, ensino à distância...).
Contexto da Administração Tradicional X Administração Estratégica
Tradicional - orientada à resultados Estratégica - orientada à metas
Tradicional - foco no presente e no passado Estratégica - foco no futuro
Tradicional - segue o orçamento Estratégica - segue o planejamento estratégico
Tradicional - gestão de recursos e processos Estratégica - gestão de oportunidades e competências
Tradicional - postura de sobrevivência ou manutenção Estratégica - postura de crescimento ou diversificação
Tradicional - filosofia da satisfação Estratégica - filosofia de adaptação ou otimização
Tradicional - atitude conservadora ou reativa Estratégica - atitude pró-ativa
Tradicional - objetiva cumprir o orçamento Estratégica - objetiva melhor posicionamento e/ou crescimento sustentado
Tradicional - atua na dimensão funcional (MKT, vendas, produção, RH, finanças, controladoria, P&D...) Estratégica - atua na dimensão conjuntural (governanças, clientelas, parceiros, sconcorrência, ambiente...)
 
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EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO

A história da Administração iniciouse
num tempo muito remoto,
mais precisamente no ano 5.000
a.C., na Suméria, quando os antigos
sumerianos procuravam melhorar a
maneira de resolver seus problemas
práticos, exercitando assim a arte de
administrar.
Depois no Egito, Ptolomeu dimensionou
um sistema econômico planejado que não
poderia ter-se operacionalizado sem uma
administração pública sistemática e
organizada.
Em seguida, na China de 500 a.C, a
necessidade de adotar um sistema
organizado de governo para o império, a
Constituição de Chow2, com seus
regulamentos e as Regras de
Administração Pública de Confúcio
exemplificam a tentativa chinesa de
definir regras e princípios de
administração.
Apontam-se, ainda, outras raízes
históricas. As instituições otomanas, pela
forma como eram administrados seus
grandes feudos. Os prelados católicos, já
na Idade Média, destacando-se como
administradores natos. A Alemanha e a
Áustria, de 1550 a 1700, através do
aparecimento de um grupo de
professores e administradores públicos
chamados os fiscalistas ou cameralistas.
Os mercantilistas ou fisiocratas franceses,
1 Extraído do site
http://www.cfa.org.br/download/RD1605.pdf
em 08/07/2010
2 A constituição de Chow, promulgada em 1100
AC, descrevia os cargos e atribuía tarefas a
todos os servidores reais, do 1º ministro aos
criados domésticos, além de criar o concurso
publico.
que valorizavam a riqueza física e o
Estado, pois ao lado das reformas fiscais
preconizavam uma administração
sistemática, especialmente no setor
público.
Na evolução histórica da administração,
duas instituições se destacaram: a Igreja
Católica Romana e as Organizações
Militares.
A Igreja Católica Romana pode ser
considerada a organização formal mais
eficiente da civilização ocidental. Através
dos séculos vem mostrando e provando a
força de atração de seus objetivos, a
eficácia de suas técnicas organizacionais e
administrativas, espalhando-se por todo
mundo e exercendo influência, inclusive
sobre os comportamentos das pessoas,
seus fiéis.
Figura 1 - Hierarquia da igreja Católica
As Organizações Militares evoluíram das
displicentes ordens dos cavaleiros
medievais e dos exércitos mercenários
dos séculos XVII e XVIII até os tempos
modernos com uma hierarquia de poder
rígida e adoção de princípios e práticas
administrativas comuns a todas as
empresas da atualidade.
A
13
O fenômeno que provocou o
aparecimento da empresa e da moderna
administração ocorreu no final do século
XVIII e se estendeu ao longo do século
XIX, chegando ao limiar do século XX.
Esse fenômeno, que trouxe rápidas e
profundas mudanças econômicas, sociais
e políticas, chamou-se Revolução
Industrial. A Revolução Industrial teve
início na Inglaterra, com a invenção da
máquina a vapor, por James Watt, em
1776. A aplicação da máquina a vapor no
processo de produção provocou um
enorme surto de industrialização, que se
estendeu rapidamente a toda a Europa e
Estados Unidos.
A Revolução Industrial desenvolveu-se
em duas fases distintas: a primeira fase de
1780 a 1860. É a revolução do carvão,
como principal fonte de energia, e do
ferro, como principal matéria-prima.
Figura 2 - Máquina a vapor
A segunda fase de 1860 a 1914. É a
revolução da eletricidade e derivados do
petróleo, como as novas fontes de
energia, e do aço, como a nova matériaprima.
Ao final desse período, o mundo já
não era mais o mesmo.
E a moderna administração surgiu em
resposta a duas conseqüências
provocadas pela Revolução Industrial, a
saber:
a) crescimento acelerado e
desorganizado das empresas que
passaram a exigir uma administração
científica capaz de substituir o empirismo
e a improvisação;
b) necessidade de maior eficiência e
produtividade das empresas, para fazer
face à intensa concorrência e competição
no mercado.
Difícil é precisar até que ponto os homens
da Antiguidade, da Idade Média e até
mesmo do início da Idade Moderna
tinham consciência de que estavam
praticando a arte de administrar.
Já no século XX, surge Frederick W.
Taylor, engenheiro americano,
apresentando os princípios da
Administração Científica e o estudo da
Administração como Ciência. Conhecido
como o precursor da TEORIA DA
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA, Taylor
preconizava a prática da divisão do
trabalho, enfatizando tempos e métodos
a fim de assegurar seus objetivos "de
máxima produção a mínimo custo",
seguindo os princípios da seleção
científica do trabalhador, do tempo
padrão, do trabalho em conjunto, da
supervisão e da ênfase na eficiência.
Nas considerações da Administração
Científica de Taylor, a organização é
comparada com uma máquina, que segue
um projeto pré-definido; o salário é
importante, mas não é fundamental para
a satisfação dos funcionários; a
organização é vista de forma fechada,
desvinculada de seu mercado; a
qualificação do funcionário passa a ser
14
supérflua em conseqüência da divisão de
tarefas que são executadas de maneira
repetitiva e monótona e finalmente, a
administração científica, faz uso da
exploração dos funcionários em prol dos
interesses particulares das empresas.
Em 1911, Taylor publicou o livro
considerado como a "bíblia" dos
organizadores do trabalho: PRINCÍPIOS
DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA, que
tornou-se um best-seller no mundo
inteiro. Reconhece-se hoje que as
propostas pioneiras de Taylor
deflagraram uma "febre" de
racionalização, que prepararam o terreno
para o advento do TQC (Total Quality
Control), ocorrido ao longo do pósguerra.
As propostas básicas de Taylor:
planejamento, padronização,
especialização, controle e remuneração
trouxeram decorrências sociais e culturais
da sua aplicação, pois representaram a
total alienação das equipes de trabalho e
da solidariedade grupal, fortes e vivazes
no tempo da produção artesanal.
Apesar das decorrências negativas para a
massa trabalhadora, que as propostas de
Taylor acarretaram, não se pode deixar
de admitir que elas representaram um
enorme avanço para o processo de
produção em massa.
Paralelamente aos estudos de Taylor,
Henri Fayol que era francês, defendia
princípios semelhantes na Europa,
baseado em sua experiência na alta
administração. Enquanto os métodos de
Taylor eram estudados por executivos
europeus, os seguidores da
Administração Científica só deixaram de
ignorar a obra de Fayol quando a mesma
foi publicada nos Estados Unidos. O
atraso na difusão generalizada das idéias
de Fayol fez com que grandes
contribuintes do pensamento
administrativo desconhecessem seus
princípios. Fayol relacionou 14 (quatorze)
princípios básicos que podem ser
estudados de forma complementar aos
de Taylor. As 05 (cinco) funções precípuas
da gerência administrativa como:
planejar, comandar, organizar, controlar e
coordenar, o já conhecido e
exaustivamente estudado nas escolas de
administração -PCOCC - são os
fundamentos da Teoria Clássica
defendida por Fayol.
Esta Teoria considera: a obsessão pelo
comando, a empresa como sistema
fechado e a manipulação dos
trabalhadores, que semelhante à
Administração Científica, desenvolvia
princípios que buscavam explorar os
trabalhadores.
Traçando-se um paralelo entre a
Administração Científica e a
Administração Clássica, conclui-se que
enquanto Taylor estudava a empresa
privilegiando as tarefas de produção,
Fayol a estudava privilegiando as tarefas
da organização. A ênfase dada pelo
primeiro era sobre a adoção de métodos
racionais e padronizados e máxima
divisão de tarefas enquanto o segundo
enfatizava a estrutura formal de empresa
e a adoção de princípios administrativos
pelos altos escalões.
Na história da evolução da Administração
não se pode esquecer a valiosa
contribuição de Elton George Mayo, o
criador da TEORIA DAS RELAÇÕES
HUMANAS, desenvolvida a partir de 1940,
nos Estados Unidos e mais recentemente,
com novas idéias, com o nome de Teoria
do Comportamento Organizacional.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Inspeção veicular está suspensa

A governadora Rosalba Ciarlini assinou a suspensão do contrato firmado entre o Detran e a empresa Inspar.  Por 45 dias, todas as atividades do  consórcio no tocante às inspeções veiculares, programadas para começarem na próxima segunda-feira (10), estão proibidas.

adriano abreuConsórcio Inspar havia marcado para segunda-feira (10) o início das inspeções. Empresa terá 45 dias para explicar contrato públicoConsórcio Inspar havia marcado para segunda-feira (10) o início das inspeções. Empresa terá 45 dias para explicar contrato público
Junto com o anúncio do suspensão, no final da tarde de ontem, a governadora disse ter solicitado, com base nas  recomendações da Procuradoria Geral do Estado e Ministério Público, que o Detran e Idema reavaliem o contrato entre o Estado e o consórcio. Todo o processo será fiscalizado pelo procurador geral do Estado, Miguel Josino.

 A decisão da governadora está  publicada no Diário Oficial de hoje e foi tomada após uma série de reportagens da TRIBUNA DO NORTE que chamaram a atenção sobre os valores envolvidos no negócio das inspeções veiculares e para a forma como o Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV) foi estruturado no governo anterior; os questionamentos sobre a licitação que deu o contrato ao consórcio Inspar; as dúvidas quanto ao estudo ambiental que baseou a adoção do programa de controle e a forma como o assunto foi conduzido em outros estados..

  Durante todo o dia de ontem Miguel Josino se reuniu com técnicos que trabalharam na produção do contrato e com o procurador geral do Detran/RN, Marcus Vinícius. À tarde, ele se encontrou com o procurador geral da Justiça, Manoel Onofre Neto. Juntos, eles discutiram a necessidade da suspensão do contrato para uma análise mais detalhada dos custos e de possíveis irregularidades no processo licitatório.

  “Nós concluímos que era preciso recomendar à governadora a suspensão do contrato”, afirmou Miguel. A reavaliação do contrato se dará, especialmente, no tocante à frota alvo, regiões que serão atendidas prioritariamente, cronograma de implantação e peculiaridades de cada município quanto à poluição do ar.

 Questionado sobre a decisão de suspender o processo e adiar o início dos testes nos veículos, o procurador geral de Justiça Manoel Onofre Neto afirmou que o Plano de Controle de Poluição Veicular não foi realizado com base em elementos técnicos. “Não foram respeitadas as especifidades regionais e outras orientações que o próprio Conama estabelece”. O Ministério Público encaminhou um documento, elaborado em conjunto com a Promotoria do Patrimônio Público e do Meio Ambiente, recomendando  à governadora a suspensão do contrato.

 “Nós somos a favor da inspeção, desde que ela siga as especificidades técnicas consoante estabelece a legislação”, ressaltou Onofre Neto. Ele defendeu a abertura de um diálogo com a sociedade sobre como o procedimento será estabelecido. Além disso, ele comentou que a necessidade de se exigir a fixação de um chip nos veículos é inadequada.

 Diante da complexidade da situação, a governadora decidiu pela suspensão do contrato e determinou que os órgãos envolvidos na defesa do meio ambiente e dos direitos do cidadão potiguar, se aprofundem na discussão do PCPV.

 Em comunicado enviado a imprensa, Rosalba afirma que  o objetivo do Governo permanece sendo a defesa do meio ambiente e, nessa questão, obedece à Resolução Nº 418 do Conselho Nacional do Meio Ambiente. Mas o ato preserva o interesse do consumidor que não pode ser constrangido a uma despesa sem comprovação de sua necessidade. Por isso, a avaliação privilegiará tanto a defesa do meio ambiente como dos consumidores.

 Através de sua assessoria de comunicação, a empresa Inspar disse que está a total dispor do governo para esclarecer qualquer dúvida. Reiterou, ainda, que está completamente pronta para discutir com a sociedade eventuais ajustes em todo o processo e, em seguida, iniciar as inspeções nos veículos.

Fonte: Tribuna do Norte.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Frases inusitadas são marca de Lula na Presidência

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acostumado a mobilizar multidões por meio de seus discursos desde os tempos de líder sindical, disparou frases memoráveis, e por vezes inesperadas tratando-se de um chefe de Estado, durante seu período na Presidência.
PONTO G
Inauguração da Barragem João Leite (março/2010)
'Eu não quero enganar ninguém, mas não quero ser enganado. É essa relação que o Brasil estabeleceu com o mundo. E é por isso que o Brasil é respeitado. É por isso que o Brasil é importante no G20, é importante no G8, é importante no G13, é importante no G4, é importante no G3. Cria um G que o Brasil está lá dentro. Por isso, não tem país mais preparado para encontrar o ponto G do que o Brasil.'
PALAVRÃO
Em cerimônia no Maranhão (dezembro/2009)
'Eu não quero saber se João Castelo, é do PSDB, eu não quero saber se o outro é do PFL, não quero saber se é do PT, eu quero saber se o povo está na merda e quero tirar o povo da merda que ele ficou. Esse é o dado concreto. Lógico que falei um palavrão aqui e amanhã os comentaristas dos grandes jornais vão dizer que o Lula falou um palavrão. Mas eu tenho consciência de que eles falam mais palavrão que eu todo dia. E eu tenho consciência de como vive o povo pobre desse país. E, por isso, queremos mudar a história desse país.'
PERERECAS
Discurso durante assinatura da ordem de início da duplicação da BR-386, Tabaí-Estrela, e lançamento do edital da duplicação da BR-116 Porto Alegre-Pelotas (julho/2010)
'Eu falei: Hideraldo (presidente do DNIT), eu quero essa obra, bicho! Trabalhe! Bem, eu sei que o túnel está pronto, falta só iluminar o desgramado. Mas parou seis meses - vocês sabem da história - por causa de uma perereca! Seis meses! Seis meses, que acharam uma perereca que achavam que estava em extinção, para-se a obra e coloca-se o Brasil todo a serviço de uma perereca. Nós sabemos da importância das pererecas, mas não pode parar uma obra tão importante como essa do metrô. Agora eu estou sabendo que o anel viário do Rio de Janeiro também está com o mesmo problema da perereca, e é daquelas pequenininhas.'
MULHERES
Discurso em Porto Alegre (julho/2010)
'Eu já sou defensor das mulheres ocuparem espaço na política há muito tempo. Acabou o tempo em que a mulher era tratada como objeto de cama e mesa; acabou o tempo em que a mulher, no mercado de trabalho, era tratada como uma força secundária; acabou o tempo em que a mulher era força auxiliar. A mulher não quer mais viver com um homem por causa de um prato de comida, a mulher quer viver com um homem se ela quiser.'
ÁFRICA
Durante visita à Namibia (novembro/2003)
'Aqui é tudo tão limpinho que nem parece a África.'
CRISE ECONÔMICA
Discurso em Mossoró (julho/2008)
'A imprensa, de vez em quando, fica doida: 'Mas, presidente Lula, e a crise americana?' Perguntem para o Bush. A crise é dele, não é minha.''
Entrevista no ABC paulista (outubro/2008)
'Eu estou muito confiante de que a crise Americana, se ela chegar aqui. Ela lá é um tsunami, aqui ela vai chegar uma marolinha, que não dá nem pra esquiar.'
Declaração em Brasília (março/2009)
'É uma crise causada, fomentada, por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis, que antes da crise parecia que sabia tudo e que agora demonstra não saber nada.'
Cerimônia (dezembro/2008)
'Quando o Mercado teve uma dor de barriga, e não foi uma dor de barriga, foi uma daquelas diarreias insuportáveis, ou seja, quando o mercado teve essa diarreia, quem eles chamaram pra salvá-los? O Estado que eles negaram durante 20 anos.'
MÃE DO PAC
Em discurso no Complexo do Alemão, Rio de Janeiro (março/2008)
'A Dilma é uma espécie de mãe do PAC, é ela que cuida, é ela que acompanha.'
PRÉ-SAL
Discurso após coleta do primeiro óleo do pré-sal (setembro/2009)
'Eu digo, em todos os lugares aonde vou, que estamos indo tão fundo para procurar petróleo que, qualquer dia, a Petrobras traz um japonesinho na sua broca, e aí vai dar um problema internacional sem precedentes.'
Discurso na Bovespa, na capitalização da Petrobras (setembro/2010)
'Há dez anos eu passava aqui na porta da Bolsa e as pessoas tremiam de medo. 'Onde é que vai esse comedor de capitalismo?'. E exatamente esse comedor de capitalismo deixa a Presidência da República depois de oito anos como o presidente que participou, de forma honrosa, do momento mais auspicioso do capitalismo mundial.
Nunca antes na história da humanidade nós tivemos um processo de capitalização da envergadura da que a nossa Petrobras está fazendo aqui.'
(Por Leonardo Goy e Jeferson Ribeiro)

Diminui pobreza na América Latina e no Caribe, diz BID

Diminui pobreza na América Latina e no Caribe, diz BID

Publicação: 01 de Janeiro de 2011 às 00:00
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Brasília (ABr) - O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) informou na quinta-feira que, em 2010, a pobreza na América Latina e no Caribe caiu em comparação a 2009 e 2002. Em 2010, o percentual de pessoas que viviam abaixo da linha da pobreza foi de 31,9%; em 2009, os dados mostraram 33,1% e, em 2002, o índice foi de 44%. Porém, de acordo com a entidade, ainda há 180 milhões de latino-americanos e caribenhos em situação de extrema pobreza.

De acordo com o BID, a maior parte dos países da região conseguiu recuperar-se depois da crise financeira mundial registrada ao longo de 2010. No final deste ano, o BID aprovou um número recorde de 170 projetos num total de US$ 12,9 milhões.

rodrigo senaApesar das conquistas, segundo estudo, a América Latina e o Caribe ainda enfrentam muitos desafiosApesar das conquistas, segundo estudo, a América Latina e o Caribe ainda enfrentam muitos desafios
No relatório de fim de ano, o presidente do banco, Luis Moreno, ressaltou os esforços feitos pelas instituições latino-americanas fiscais e políticas. “A economia política da região mostra que houve um sinal diferente dos governos democráticos [da região da América Latina e do Caribe] que adotaram medidas muito pragmáticas e políticas macroeconômicas eficazes”, disse Moreno.

No entanto, apesar dessas conquistas, segundo Moreno, a América Latina e o Caribe ainda enfrentam muitos desafios. Para o presidente do BID, as prioridades envolvem o desenvolvimento nas áreas de justiça social, de educação, de produtividade, de integração, de segurança alimentar e de adaptação às mudanças climáticas.

“Apesar da devastação causada pelos terremotos no Chile e no Haiti e outras catástrofes naturais na Guatemala, na Colômbia, no Equador, na Venezuela e no Brasil, a região com relativo sucesso evitou os efeitos da crise”, diz o comunicado do BID.

De acordo com o banco, a previsão de crescimento para a América Latina e o Caribe é maior que a das economias desenvolvidas. Segundo o comunicado, as instituições financeiras, políticas monetárias e fiscais da região são “muito mais fortes” do que há duas décadas.

Moreno destacou que os recursos naturais na América Latina e no Caribe são “abundantes” e os governos da região têm adotado uma política sociais adequadas e feito “progressos significativos” por meio de “ferramentas eficientes”.

Com informações da Agência Telam.
Fonte: Tribuna do Norte.