Os deputados do Rio Grande do Sul aprovaram uma lei para banir o bullying, o spam, o pizzaiolo e qualquer outro vocábulo estrangeiro sem estar acompanhado tradução nas propagandas e documentos oficiais do Estado.
Aprovada por 26 votos a 24, a lei foi proposta pelo deputado Raul Carrion (PC do B) e institui a obrigatoriedade da do uso de expressões em português no lugar das estrangeiras "em todo documento, material informativo, propaganda, publicidade ou meio de comunicação através da palavra escrita" no Estado.
Ainda caberá ao governador Tarso Genro (PT) sancionar ou vetar a lei.
O principal alvo da regulamentação são estrangeirismos que poderiam ser facilmente substituídos por palavras em português, como os anúncios que trazem o termo "sale" no lugar de "liquidação", mas a lei vai além.
Quando não houver uma expressão equivalente em português, diz o texto aprovado, uma tradução deverá acompanhar com o mesmo tamanho e destaque o intruso linguístico.
Fosse aplicado tal qual o texto aprovado, o princípio obrigaria uma propaganda de restaurante japonês, por exemplo, a explicar que sashimi são fatias de peixe cru.
A reportagem não conseguiu falar com o deputado. No texto de justificativa do projeto, ele acusa a existência de uma "acelerada descaracterização da língua portuguesa, tal a invasão indiscriminada e desnecessária".
Além de ser considerada inócua por linguistas, para quem idiomas são sistemas "vivos" em constante transformação, a iniciativa enfureceu o mercado publicitário gaúcho, potencialmente o maior prejudicado pela lei.
"É uma coisa insana querer engessar a língua. Mas, como não prevê punição, é mais uma lei que não vai pegar", diz Alfredo Fedrizzi, dono de uma agência de publicidade em Porto Alegre.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/906578-assembleia-gaucha-aprova-lei-proibindo-estrangeirismo-na-escrita.shtml
domingo, 24 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
Dilma em 100 dias: o desafio agora é maior
Oposição ainda junta cacos, mas já esboça eixo de ataque
A oposição ao governo Dilma Rousseff passou os primeiros dias da atual gestão divida entre as tarefas de juntar os cacos de mais uma derrota para o PT e de encontrar um discurso que faça frente à nova presidente. Somente na semana passada, o PSDB, principal partido de oposição, encaixou críticas ao governo Dilma. Aumento dos gastos públicos, desaceleração do PAC e descontrole da inflação vão formar o tripé do ataque oposicionista.
Esses foram os eixos do discurso que o senador e presidenciável tucano Aécio Neves (MG) proferiu no Senado quarta-feira passada. Esses pontos também foram reforçados pelo líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Duarte Nogueira (SP). 'O governo está trabalhando com orçamentos paralelos: o que foi aprovado para este ano e o dos restos a pagar do governo anterior, que se transformaram em uma bola de neve e que reduzem a capacidade de investimento', afirmou Nogueira. 'Vemos, infelizmente, renascer, da farra da gastança descontrolada dos últimos anos, e em especial do ano eleitoral, a crônica e grave doença da inflação', afirmou Aécio.
Mas o desafio ainda é grande. Não bastassem os 56% de aprovação da presidente Dilma Rousseff, segundo pesquisa Ibope, os adversários dela ainda penam com a falta de rumo diante de uma personalidade discreta e econômica na retórica. 'O Lula facilitava a oposição parlamentar porque falava demais e abria espaço para o contraditório. Dilma, não', resume o presidente nacional do PSDB, o deputado Sérgio Guerra (PE).
O tucanato já notou que Dilma analisou o discurso do adversário da época da campanha, José Serra. 'Agora, ela ensaia um pedaço do discurso do Serra no governo', observa Guerra, ao destacar que Dilma fala em austeridade, controle de gastos, direitos humanos e gestão profissional na saúde, além de procurar mostrar que a política externa mudou. O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), observa que uma coisa é o discurso, e outra, a prática. Mas admite que no primeiro momento, o que prevalece mesmo foi o discurso. 'Fica a aparência, que não é ruim', concorda Guerra.
Divisão. Se por um lado o DEM implodiu com a perda de seu principal quadro no Executivo - o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que criou o novo PSD - o PSDB também enfrenta o velho racha entre Minas e São Paulo e a falta de foco que penaliza o conjunto da oposição. 'Os eleitores do PSDB têm simpatizado com as ações da presidente Dilma e isto tem preocupado o partido', disse a certa altura da reunião fechada dos governadores tucanos no dia 28 passado o anfitrião Antonio Anastasia (MG). 'Faço um parêntese à fala de Anastasia', atalhou o paulista Geraldo Alckmin. 'Nós não vamos atacar ou criticar a pessoa da presidente, mas temos realmente que fazer nosso papel de oposição, criticando o governo'. Alckmin frisou que o Brasil não é 'vocacionado' para ter um partido somente, e afirmou que o PSDB tem que se preparar para a alternância do poder.
Fonte: http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=28312970
A oposição ao governo Dilma Rousseff passou os primeiros dias da atual gestão divida entre as tarefas de juntar os cacos de mais uma derrota para o PT e de encontrar um discurso que faça frente à nova presidente. Somente na semana passada, o PSDB, principal partido de oposição, encaixou críticas ao governo Dilma. Aumento dos gastos públicos, desaceleração do PAC e descontrole da inflação vão formar o tripé do ataque oposicionista.
Esses foram os eixos do discurso que o senador e presidenciável tucano Aécio Neves (MG) proferiu no Senado quarta-feira passada. Esses pontos também foram reforçados pelo líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Duarte Nogueira (SP). 'O governo está trabalhando com orçamentos paralelos: o que foi aprovado para este ano e o dos restos a pagar do governo anterior, que se transformaram em uma bola de neve e que reduzem a capacidade de investimento', afirmou Nogueira. 'Vemos, infelizmente, renascer, da farra da gastança descontrolada dos últimos anos, e em especial do ano eleitoral, a crônica e grave doença da inflação', afirmou Aécio.
Mas o desafio ainda é grande. Não bastassem os 56% de aprovação da presidente Dilma Rousseff, segundo pesquisa Ibope, os adversários dela ainda penam com a falta de rumo diante de uma personalidade discreta e econômica na retórica. 'O Lula facilitava a oposição parlamentar porque falava demais e abria espaço para o contraditório. Dilma, não', resume o presidente nacional do PSDB, o deputado Sérgio Guerra (PE).
O tucanato já notou que Dilma analisou o discurso do adversário da época da campanha, José Serra. 'Agora, ela ensaia um pedaço do discurso do Serra no governo', observa Guerra, ao destacar que Dilma fala em austeridade, controle de gastos, direitos humanos e gestão profissional na saúde, além de procurar mostrar que a política externa mudou. O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), observa que uma coisa é o discurso, e outra, a prática. Mas admite que no primeiro momento, o que prevalece mesmo foi o discurso. 'Fica a aparência, que não é ruim', concorda Guerra.
Divisão. Se por um lado o DEM implodiu com a perda de seu principal quadro no Executivo - o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que criou o novo PSD - o PSDB também enfrenta o velho racha entre Minas e São Paulo e a falta de foco que penaliza o conjunto da oposição. 'Os eleitores do PSDB têm simpatizado com as ações da presidente Dilma e isto tem preocupado o partido', disse a certa altura da reunião fechada dos governadores tucanos no dia 28 passado o anfitrião Antonio Anastasia (MG). 'Faço um parêntese à fala de Anastasia', atalhou o paulista Geraldo Alckmin. 'Nós não vamos atacar ou criticar a pessoa da presidente, mas temos realmente que fazer nosso papel de oposição, criticando o governo'. Alckmin frisou que o Brasil não é 'vocacionado' para ter um partido somente, e afirmou que o PSDB tem que se preparar para a alternância do poder.
Fonte: http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=28312970
sábado, 12 de março de 2011
Rabiscos ajudam executivos a achar soluções estratégicas
Grandes obras de Leonardo Da Vinci vieram de desenhos rudimentares, feitos de forma espontânea. O mesmo aconteceu com engenhocas de Thomas Edison ou projetos arquitetônicos de Frank Gehry. Tudo começou com meros rabiscos numa folha de papel.
E é justamente isto, o ato de rabiscar, que a escritora americana Sunni Brown está levando para dentro de empresas americanas, como Disney, Dell e Citibank, com objetivo de ajudá-las a criar mapas estratégicos ou resolver problemas corporativos.
"Passo muito tempo ensinando adultos a usar a linguagem visual e a rabiscar no ambiente de trabalho, mas, naturalmente, encontro muita resistência. É considerado um ato contraprodutivo", disse Brown num evento em Long Beach chamado TED, que reúne especialistas de diversas áreas para palestras curtas de 18 minutos.
"Não existe [em inglês] uma definição positiva para rabiscar. Mas isso é uma ferramenta maravilhosa que precisamos reaprender a usar", continuou Brown, que tem uma lista de cerca de cem empresas clientes.
ESPONTANEIDADE
"Fazer desenhos espontâneos ajuda a pensar e a se concentrar. É uma medida preventiva para não perder o foco", afirmou.
Brown é coautora do livro "Gamestorming", que usa jogos para revolver problemas no ambiente de trabalho. Ela está agora pesquisando para "The Doodle Revolution" (a revolução do rabisco), que será lançado em 2012.
Como parte da apresentação no TED, aplaudida de pé, Brown mostrou slides dos rabiscos de Frank Gehry para o museu Guggenheim Abu Dhabi e também outros de Bill Gates.
No livro, que já tem um site (www.doodlerevolution. com), haverá outros exemplos, como desenhos e anotações de Albert Einstein, Edison e Da Vinci, para ajudar a inverter a má reputação da atividade.
"Muitas pessoas rabiscam para relaxar, para entrar num estado meditativo, num espaço da mente que não está obcecado com lógica e análise. É instintivo", disse Brown à Folha.
"Porém, para rabiscar estrategicamente, para negócios ou numa instituição de ensino, é preciso treino."
ESTRATÉGIA
Brown, que se dedica ao estudo do tema há um ano, já passou várias vezes rabiscando oito horas por dia com executivos em empresas.
Um exemplo do que ela chama de "rabisco estratégico" pode ocorrer com um grupo em busca de um plano de crescimento da empresa para os próximos cinco anos.
"Enquanto eles conversam e vão desenhando, o papel ganha um significado, vira um mapa que mostra para onde eles estão indo, para onde querem ir", explicou Brown. "Rabiscar é extremamente aplicável no mundo dos negócios. Temos que levar a sério."
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/887763-rabiscos-ajudam-executivos-a-achar-solucoes-estrategicas.shtml
E é justamente isto, o ato de rabiscar, que a escritora americana Sunni Brown está levando para dentro de empresas americanas, como Disney, Dell e Citibank, com objetivo de ajudá-las a criar mapas estratégicos ou resolver problemas corporativos.
"Passo muito tempo ensinando adultos a usar a linguagem visual e a rabiscar no ambiente de trabalho, mas, naturalmente, encontro muita resistência. É considerado um ato contraprodutivo", disse Brown num evento em Long Beach chamado TED, que reúne especialistas de diversas áreas para palestras curtas de 18 minutos.
"Não existe [em inglês] uma definição positiva para rabiscar. Mas isso é uma ferramenta maravilhosa que precisamos reaprender a usar", continuou Brown, que tem uma lista de cerca de cem empresas clientes.
ESPONTANEIDADE
"Fazer desenhos espontâneos ajuda a pensar e a se concentrar. É uma medida preventiva para não perder o foco", afirmou.
| James Duncan Davidson/TED/Divulgação | ||
| Escritora americana Sunni Brown está levando para empresas, como Disney, Dell e Citibank, a 'técnica' do rabisco |
Como parte da apresentação no TED, aplaudida de pé, Brown mostrou slides dos rabiscos de Frank Gehry para o museu Guggenheim Abu Dhabi e também outros de Bill Gates.
No livro, que já tem um site (www.doodlerevolution. com), haverá outros exemplos, como desenhos e anotações de Albert Einstein, Edison e Da Vinci, para ajudar a inverter a má reputação da atividade.
"Muitas pessoas rabiscam para relaxar, para entrar num estado meditativo, num espaço da mente que não está obcecado com lógica e análise. É instintivo", disse Brown à Folha.
"Porém, para rabiscar estrategicamente, para negócios ou numa instituição de ensino, é preciso treino."
ESTRATÉGIA
Brown, que se dedica ao estudo do tema há um ano, já passou várias vezes rabiscando oito horas por dia com executivos em empresas.
Um exemplo do que ela chama de "rabisco estratégico" pode ocorrer com um grupo em busca de um plano de crescimento da empresa para os próximos cinco anos.
"Enquanto eles conversam e vão desenhando, o papel ganha um significado, vira um mapa que mostra para onde eles estão indo, para onde querem ir", explicou Brown. "Rabiscar é extremamente aplicável no mundo dos negócios. Temos que levar a sério."
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/887763-rabiscos-ajudam-executivos-a-achar-solucoes-estrategicas.shtml
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Medidas prudenciais são mais efetivas contra inflação--Mantega
SÃO PAULO (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo deste domingo que medidas prudenciais e o aumento do compulsório são mais eficazes para conter a inflação do que o aumento dos juros.
'Eu sou contra manter juros artificialmente altos. Eu sou a favor de que subam os juros quando há problema de inflação. Não que esses juros aí tenham ajudado a diminuir. Acho que as medidas prudenciais e o aumento do compulsório, que são na veia, são mais efetivos', afirmou Mantega ao jornal.
'Os juros são muito altos no Brasil? É verdade. Só que já foram mais altos', acrescentou.
Esta semana o Copom vai se reunir, e a maioria dos analistas esperam nova alta de 0,5 ponto, para 11,75 por cento.
A inflação está acima da meta do Banco Central. Pelo IPCA, a alta foi de 5,9 por cento em 2010 e o centro da meta é 4,5 por cento. Em dezembro, o BC tomou algumas medidas macroprudenciais que já tiveram efeito para a desaceleração do crédito em janeiro, segundo dados divulgados na semana passada.
Mantega voltou a dizer que a taxa usada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empréstimos a Taxa de Juros de Longo Prazo (TLJP) deve subir.
O ministro disse ainda que o governo da presidente Dilma Rousseff é uma 'continuidade' dos oito anos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porém 'mais parecido' com o segundo mandato de Lula.
'O governo Dilma não é parecido nem com Lula 1 nem com Lula 2. É parecido com Lula 3', disse. 'O Dilma 1 é parecido com Lula 2 porque não está sendo puxado o freio de mão. Nós estamos trabalhando para um crescimento de 4,5 por centro, 5 por cento neste ano, o que será historicamente ímpar.'
Fonte: http://dinheiro.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=27830812
'Eu sou contra manter juros artificialmente altos. Eu sou a favor de que subam os juros quando há problema de inflação. Não que esses juros aí tenham ajudado a diminuir. Acho que as medidas prudenciais e o aumento do compulsório, que são na veia, são mais efetivos', afirmou Mantega ao jornal.
'Os juros são muito altos no Brasil? É verdade. Só que já foram mais altos', acrescentou.
Esta semana o Copom vai se reunir, e a maioria dos analistas esperam nova alta de 0,5 ponto, para 11,75 por cento.
A inflação está acima da meta do Banco Central. Pelo IPCA, a alta foi de 5,9 por cento em 2010 e o centro da meta é 4,5 por cento. Em dezembro, o BC tomou algumas medidas macroprudenciais que já tiveram efeito para a desaceleração do crédito em janeiro, segundo dados divulgados na semana passada.
Mantega voltou a dizer que a taxa usada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empréstimos a Taxa de Juros de Longo Prazo (TLJP) deve subir.
O ministro disse ainda que o governo da presidente Dilma Rousseff é uma 'continuidade' dos oito anos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porém 'mais parecido' com o segundo mandato de Lula.
'O governo Dilma não é parecido nem com Lula 1 nem com Lula 2. É parecido com Lula 3', disse. 'O Dilma 1 é parecido com Lula 2 porque não está sendo puxado o freio de mão. Nós estamos trabalhando para um crescimento de 4,5 por centro, 5 por cento neste ano, o que será historicamente ímpar.'
Fonte: http://dinheiro.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=27830812
Quais os riscos de ter o próprio negócio?
Tornar-se um empreendedor pode significar independência para muitos profissionais, que procuram renunciar às ordens de um chefe e querem planejar e administrar negócios por conta própria. Porém, ao decidir empreender, a pessoa deve levar em conta alguns riscos que podem surgir pelo caminho e serem determinantes para o sucesso.
O presidente da Fran Systems, consultoria em desenvolvimento de negócios e de franquias, Batista Gigliotti, alerta para os sobressaltos na vida daqueles que abraçaram a profissão de empresário.
"Eles [riscos] existem em todos os negócios. Na verdade, aceitá-los é considerada uma das principais características do empreendedor de sucesso. Só o fato de se tornar empreendedor já pode ser considerado um risco. Porém, saber calcular onde e quando arriscar, além de ficar atento às dicas que o mercado nos proporciona, pode suavizar as dificuldades", afirma o executivo.
"Os riscos principais dos empreendedores são não ter muito claro se o negócio faz sentido em sua vida, não definir com muita clareza quais são os objetivos sociais do negócio e, por fim, as questões de planejamento", completa.
Gigliotti aponta que administrar uma empresa, determinar as estratégias que serão adotadas para alavancar o negócio e manter a companhia são apenas alguns desafios para o ínicio da gestão. Para o executivo, os empreendedores devem centrar-se nos tópicos a seguir.
Fonte: http://dinheiro.br.msn.com/fotos/galeria-de-fotos.aspx?cp-documentid=27795546
O presidente da Fran Systems, consultoria em desenvolvimento de negócios e de franquias, Batista Gigliotti, alerta para os sobressaltos na vida daqueles que abraçaram a profissão de empresário.
"Eles [riscos] existem em todos os negócios. Na verdade, aceitá-los é considerada uma das principais características do empreendedor de sucesso. Só o fato de se tornar empreendedor já pode ser considerado um risco. Porém, saber calcular onde e quando arriscar, além de ficar atento às dicas que o mercado nos proporciona, pode suavizar as dificuldades", afirma o executivo.
"Os riscos principais dos empreendedores são não ter muito claro se o negócio faz sentido em sua vida, não definir com muita clareza quais são os objetivos sociais do negócio e, por fim, as questões de planejamento", completa.
Gigliotti aponta que administrar uma empresa, determinar as estratégias que serão adotadas para alavancar o negócio e manter a companhia são apenas alguns desafios para o ínicio da gestão. Para o executivo, os empreendedores devem centrar-se nos tópicos a seguir.
Fonte: http://dinheiro.br.msn.com/fotos/galeria-de-fotos.aspx?cp-documentid=27795546
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Cronologia da evolução das teorias administrativas:
"O homem é o único animal que administra, como conseqüência é o único que desenvolveu uma aptidão natural para complicar as coisas”. Max Gehringer
A administração é a ordenação do caos que se instala quando um grupo de pessoas coopera no afã de conciliar metas estabelecidas por terceiros com seus objetivos, interesses, desejos e ambições pessoais.
Enquanto ciência, a administração estuda as necessidades sócio-técnicas da organização, seu conjunto de diretrizes, cultura, processos, recursos e capital, possibilitando a realização de seu negócio de forma estruturada, integrada e consolidada.
Na concepção sistêmica, a administração é entendida como um mecanismo estruturador e articulador de processos e recursos empresariais para a consecução dos resultados almejados: geração de bens, lucro e promoção do bem-estar social.
Cronologia da evolução das teorias administrativas:
Embora a industrialização tenha iniciado na década de 80 (séc. XIX) com os adventos das invenções mecânicas, hidráulicas e elétricas (Revolução Industrial) o estudo sistemático só ocorreu no início do séc. XX:
1911 – Princípios da Administração Científica com os estudos de Frederick W. Taylor nos EEUU sobre o sistema técnico com ênfase na especialização da tarefa e controle da produção.
1916 – Gerência Administrativa do livro - Administração Industrial e Geral de Henry Fayol na França, com abordagem na departamentalização, competências administrativas e desempenho organizacional, sendo considerado o Pai da Administração Clássica que defendia que a administração deveria ser uma disciplina a ser estudada fora das escolas de engenharia.
1927 – Relações Humanas a partir dos trabalhos de R.F.Hoxié (USA, 1916), Robert Owen (Escócia, 1825) e Elton de Mayo (USA, 1924 - experiência de Hawthorne – WE Co.) onde o funcionário passa a ser visto como recurso humano e não como uma peça do sistema técnico.
1940 – Escola burocrática de Max Weber com ênfase na organização formal e burocracia racional.
1943 - Teoria da motivação e escalas de necessidades de Abraham Maslow. É considerado o pai da Psicologia Transpessoal.
1945 – Behavorismo (comportamento) de Herbert Simon, Teoria da decisão que concebe a organização como um sistema de decisões.
1954 – Teoria Geral de Sistemas de Ludwig Von Bertalanfy na Áustria, abordagem sistêmica - organização como sistema aberto, visão holística. Peter Drucker com sua obra “The Pratice of Manegement” inicia uma nova era no pensamento administrativo e gerencial que considera a administração como disciplina dada sua importância no estudo da organização. Foi considerado o Pai da administração moderna.
1960 – Teorias X e Y de Douglas McGregor, “The Human Side of Enterprise”, USA1981 – Teoria Z de William Ouchi, USA, estabelece o conceito de administração participativa. Muitas são as abordagens na evolução do pensamento dos estudiosos da administração: a Clássica, a Burocrática, a Humanística, a Comportamental, a Sistêmica, a Organizacional, a Contingencial até se chegar na abordagem Estratégica; abordagens que podemos classificar em duas fases: 1. pensamento mecanicista e reducionista (primeira metade do séc XX), 2. pensamento sistêmico, orgânico e holístico.
A partir dos anos 80 as Escolas do Pensamento Estratégico, já com vinte anos de existência, sugeriram a criação da disciplina de Administração Estratégica nas grandes universidades americanas, resultado das demandas do aumento de competitividade por um novo foco na gestão.
A gestão é a aplicação da teoria administrativa por suas várias metodologias, a saber: gestão por funcionalidades, por objetivos, por resultados, por qualidade total, por processos, por competências, orientada à clientes, estratégica ...A estratégia corporativa apresentou grande desenvolvimento, principalmente a partir da década de 1980 quando o fenômeno da reestruturação empresarial – “conjunto amplo de decisões e de ações, com dimensão organizacional, financeira e de portfólio” (WRIGHT, KROLL e PARNELL,2000) tornou-se imperativo.
A administração estratégica é a disciplina que estrutura, integra e consolida o conjunto de premissas, ativos tangíveis e intangíveis, mercados e ambiente, possibilitando à organização obter vantagem competitiva na realização de seu negócio.
Face à implementação da tecnologia no contexto organizacional, a administração ganha novas perspectivas:
• Grande encadeamento: robotização, produção seriada, ganho em escala..., com função “otimizadora”.
• Mediadora: oferta de produtos e serviços na rede de relacionamentos (bancos, serviços públicos, comércio eletrônico...), exercendo função indutora.
• Intensiva: exerce função capacitora (hospitais, empresas de projetos, ensino à distância...).
Contexto da Administração Tradicional X Administração Estratégica
Tradicional - orientada à resultados Estratégica - orientada à metas
Tradicional - foco no presente e no passado Estratégica - foco no futuro
Tradicional - segue o orçamento Estratégica - segue o planejamento estratégico
Tradicional - gestão de recursos e processos Estratégica - gestão de oportunidades e competências
Tradicional - postura de sobrevivência ou manutenção Estratégica - postura de crescimento ou diversificação
Tradicional - filosofia da satisfação Estratégica - filosofia de adaptação ou otimização
Tradicional - atitude conservadora ou reativa Estratégica - atitude pró-ativa
Tradicional - objetiva cumprir o orçamento Estratégica - objetiva melhor posicionamento e/ou crescimento sustentado
Tradicional - atua na dimensão funcional (MKT, vendas, produção, RH, finanças, controladoria, P&D...) Estratégica - atua na dimensão conjuntural (governanças, clientelas, parceiros, sconcorrência, ambiente...)
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EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO
A história da Administração iniciouse
num tempo muito remoto,
mais precisamente no ano 5.000
a.C., na Suméria, quando os antigos
sumerianos procuravam melhorar a
maneira de resolver seus problemas
práticos, exercitando assim a arte de
administrar.
Depois no Egito, Ptolomeu dimensionou
um sistema econômico planejado que não
poderia ter-se operacionalizado sem uma
administração pública sistemática e
organizada.
Em seguida, na China de 500 a.C, a
necessidade de adotar um sistema
organizado de governo para o império, a
Constituição de Chow2, com seus
regulamentos e as Regras de
Administração Pública de Confúcio
exemplificam a tentativa chinesa de
definir regras e princípios de
administração.
Apontam-se, ainda, outras raízes
históricas. As instituições otomanas, pela
forma como eram administrados seus
grandes feudos. Os prelados católicos, já
na Idade Média, destacando-se como
administradores natos. A Alemanha e a
Áustria, de 1550 a 1700, através do
aparecimento de um grupo de
professores e administradores públicos
chamados os fiscalistas ou cameralistas.
Os mercantilistas ou fisiocratas franceses,
1 Extraído do site
http://www.cfa.org.br/download/RD1605.pdf
em 08/07/2010
2 A constituição de Chow, promulgada em 1100
AC, descrevia os cargos e atribuía tarefas a
todos os servidores reais, do 1º ministro aos
criados domésticos, além de criar o concurso
publico.
que valorizavam a riqueza física e o
Estado, pois ao lado das reformas fiscais
preconizavam uma administração
sistemática, especialmente no setor
público.
Na evolução histórica da administração,
duas instituições se destacaram: a Igreja
Católica Romana e as Organizações
Militares.
A Igreja Católica Romana pode ser
considerada a organização formal mais
eficiente da civilização ocidental. Através
dos séculos vem mostrando e provando a
força de atração de seus objetivos, a
eficácia de suas técnicas organizacionais e
administrativas, espalhando-se por todo
mundo e exercendo influência, inclusive
sobre os comportamentos das pessoas,
seus fiéis.
Figura 1 - Hierarquia da igreja Católica
As Organizações Militares evoluíram das
displicentes ordens dos cavaleiros
medievais e dos exércitos mercenários
dos séculos XVII e XVIII até os tempos
modernos com uma hierarquia de poder
rígida e adoção de princípios e práticas
administrativas comuns a todas as
empresas da atualidade.
A
13
O fenômeno que provocou o
aparecimento da empresa e da moderna
administração ocorreu no final do século
XVIII e se estendeu ao longo do século
XIX, chegando ao limiar do século XX.
Esse fenômeno, que trouxe rápidas e
profundas mudanças econômicas, sociais
e políticas, chamou-se Revolução
Industrial. A Revolução Industrial teve
início na Inglaterra, com a invenção da
máquina a vapor, por James Watt, em
1776. A aplicação da máquina a vapor no
processo de produção provocou um
enorme surto de industrialização, que se
estendeu rapidamente a toda a Europa e
Estados Unidos.
A Revolução Industrial desenvolveu-se
em duas fases distintas: a primeira fase de
1780 a 1860. É a revolução do carvão,
como principal fonte de energia, e do
ferro, como principal matéria-prima.
Figura 2 - Máquina a vapor
A segunda fase de 1860 a 1914. É a
revolução da eletricidade e derivados do
petróleo, como as novas fontes de
energia, e do aço, como a nova matériaprima.
Ao final desse período, o mundo já
não era mais o mesmo.
E a moderna administração surgiu em
resposta a duas conseqüências
provocadas pela Revolução Industrial, a
saber:
a) crescimento acelerado e
desorganizado das empresas que
passaram a exigir uma administração
científica capaz de substituir o empirismo
e a improvisação;
b) necessidade de maior eficiência e
produtividade das empresas, para fazer
face à intensa concorrência e competição
no mercado.
Difícil é precisar até que ponto os homens
da Antiguidade, da Idade Média e até
mesmo do início da Idade Moderna
tinham consciência de que estavam
praticando a arte de administrar.
Já no século XX, surge Frederick W.
Taylor, engenheiro americano,
apresentando os princípios da
Administração Científica e o estudo da
Administração como Ciência. Conhecido
como o precursor da TEORIA DA
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA, Taylor
preconizava a prática da divisão do
trabalho, enfatizando tempos e métodos
a fim de assegurar seus objetivos "de
máxima produção a mínimo custo",
seguindo os princípios da seleção
científica do trabalhador, do tempo
padrão, do trabalho em conjunto, da
supervisão e da ênfase na eficiência.
Nas considerações da Administração
Científica de Taylor, a organização é
comparada com uma máquina, que segue
um projeto pré-definido; o salário é
importante, mas não é fundamental para
a satisfação dos funcionários; a
organização é vista de forma fechada,
desvinculada de seu mercado; a
qualificação do funcionário passa a ser
14
supérflua em conseqüência da divisão de
tarefas que são executadas de maneira
repetitiva e monótona e finalmente, a
administração científica, faz uso da
exploração dos funcionários em prol dos
interesses particulares das empresas.
Em 1911, Taylor publicou o livro
considerado como a "bíblia" dos
organizadores do trabalho: PRINCÍPIOS
DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA, que
tornou-se um best-seller no mundo
inteiro. Reconhece-se hoje que as
propostas pioneiras de Taylor
deflagraram uma "febre" de
racionalização, que prepararam o terreno
para o advento do TQC (Total Quality
Control), ocorrido ao longo do pósguerra.
As propostas básicas de Taylor:
planejamento, padronização,
especialização, controle e remuneração
trouxeram decorrências sociais e culturais
da sua aplicação, pois representaram a
total alienação das equipes de trabalho e
da solidariedade grupal, fortes e vivazes
no tempo da produção artesanal.
Apesar das decorrências negativas para a
massa trabalhadora, que as propostas de
Taylor acarretaram, não se pode deixar
de admitir que elas representaram um
enorme avanço para o processo de
produção em massa.
Paralelamente aos estudos de Taylor,
Henri Fayol que era francês, defendia
princípios semelhantes na Europa,
baseado em sua experiência na alta
administração. Enquanto os métodos de
Taylor eram estudados por executivos
europeus, os seguidores da
Administração Científica só deixaram de
ignorar a obra de Fayol quando a mesma
foi publicada nos Estados Unidos. O
atraso na difusão generalizada das idéias
de Fayol fez com que grandes
contribuintes do pensamento
administrativo desconhecessem seus
princípios. Fayol relacionou 14 (quatorze)
princípios básicos que podem ser
estudados de forma complementar aos
de Taylor. As 05 (cinco) funções precípuas
da gerência administrativa como:
planejar, comandar, organizar, controlar e
coordenar, o já conhecido e
exaustivamente estudado nas escolas de
administração -PCOCC - são os
fundamentos da Teoria Clássica
defendida por Fayol.
Esta Teoria considera: a obsessão pelo
comando, a empresa como sistema
fechado e a manipulação dos
trabalhadores, que semelhante à
Administração Científica, desenvolvia
princípios que buscavam explorar os
trabalhadores.
Traçando-se um paralelo entre a
Administração Científica e a
Administração Clássica, conclui-se que
enquanto Taylor estudava a empresa
privilegiando as tarefas de produção,
Fayol a estudava privilegiando as tarefas
da organização. A ênfase dada pelo
primeiro era sobre a adoção de métodos
racionais e padronizados e máxima
divisão de tarefas enquanto o segundo
enfatizava a estrutura formal de empresa
e a adoção de princípios administrativos
pelos altos escalões.
Na história da evolução da Administração
não se pode esquecer a valiosa
contribuição de Elton George Mayo, o
criador da TEORIA DAS RELAÇÕES
HUMANAS, desenvolvida a partir de 1940,
nos Estados Unidos e mais recentemente,
com novas idéias, com o nome de Teoria
do Comportamento Organizacional.
num tempo muito remoto,
mais precisamente no ano 5.000
a.C., na Suméria, quando os antigos
sumerianos procuravam melhorar a
maneira de resolver seus problemas
práticos, exercitando assim a arte de
administrar.
Depois no Egito, Ptolomeu dimensionou
um sistema econômico planejado que não
poderia ter-se operacionalizado sem uma
administração pública sistemática e
organizada.
Em seguida, na China de 500 a.C, a
necessidade de adotar um sistema
organizado de governo para o império, a
Constituição de Chow2, com seus
regulamentos e as Regras de
Administração Pública de Confúcio
exemplificam a tentativa chinesa de
definir regras e princípios de
administração.
Apontam-se, ainda, outras raízes
históricas. As instituições otomanas, pela
forma como eram administrados seus
grandes feudos. Os prelados católicos, já
na Idade Média, destacando-se como
administradores natos. A Alemanha e a
Áustria, de 1550 a 1700, através do
aparecimento de um grupo de
professores e administradores públicos
chamados os fiscalistas ou cameralistas.
Os mercantilistas ou fisiocratas franceses,
1 Extraído do site
http://www.cfa.org.br/download/RD1605.pdf
em 08/07/2010
2 A constituição de Chow, promulgada em 1100
AC, descrevia os cargos e atribuía tarefas a
todos os servidores reais, do 1º ministro aos
criados domésticos, além de criar o concurso
publico.
que valorizavam a riqueza física e o
Estado, pois ao lado das reformas fiscais
preconizavam uma administração
sistemática, especialmente no setor
público.
Na evolução histórica da administração,
duas instituições se destacaram: a Igreja
Católica Romana e as Organizações
Militares.
A Igreja Católica Romana pode ser
considerada a organização formal mais
eficiente da civilização ocidental. Através
dos séculos vem mostrando e provando a
força de atração de seus objetivos, a
eficácia de suas técnicas organizacionais e
administrativas, espalhando-se por todo
mundo e exercendo influência, inclusive
sobre os comportamentos das pessoas,
seus fiéis.
Figura 1 - Hierarquia da igreja Católica
As Organizações Militares evoluíram das
displicentes ordens dos cavaleiros
medievais e dos exércitos mercenários
dos séculos XVII e XVIII até os tempos
modernos com uma hierarquia de poder
rígida e adoção de princípios e práticas
administrativas comuns a todas as
empresas da atualidade.
A
13
O fenômeno que provocou o
aparecimento da empresa e da moderna
administração ocorreu no final do século
XVIII e se estendeu ao longo do século
XIX, chegando ao limiar do século XX.
Esse fenômeno, que trouxe rápidas e
profundas mudanças econômicas, sociais
e políticas, chamou-se Revolução
Industrial. A Revolução Industrial teve
início na Inglaterra, com a invenção da
máquina a vapor, por James Watt, em
1776. A aplicação da máquina a vapor no
processo de produção provocou um
enorme surto de industrialização, que se
estendeu rapidamente a toda a Europa e
Estados Unidos.
A Revolução Industrial desenvolveu-se
em duas fases distintas: a primeira fase de
1780 a 1860. É a revolução do carvão,
como principal fonte de energia, e do
ferro, como principal matéria-prima.
Figura 2 - Máquina a vapor
A segunda fase de 1860 a 1914. É a
revolução da eletricidade e derivados do
petróleo, como as novas fontes de
energia, e do aço, como a nova matériaprima.
Ao final desse período, o mundo já
não era mais o mesmo.
E a moderna administração surgiu em
resposta a duas conseqüências
provocadas pela Revolução Industrial, a
saber:
a) crescimento acelerado e
desorganizado das empresas que
passaram a exigir uma administração
científica capaz de substituir o empirismo
e a improvisação;
b) necessidade de maior eficiência e
produtividade das empresas, para fazer
face à intensa concorrência e competição
no mercado.
Difícil é precisar até que ponto os homens
da Antiguidade, da Idade Média e até
mesmo do início da Idade Moderna
tinham consciência de que estavam
praticando a arte de administrar.
Já no século XX, surge Frederick W.
Taylor, engenheiro americano,
apresentando os princípios da
Administração Científica e o estudo da
Administração como Ciência. Conhecido
como o precursor da TEORIA DA
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA, Taylor
preconizava a prática da divisão do
trabalho, enfatizando tempos e métodos
a fim de assegurar seus objetivos "de
máxima produção a mínimo custo",
seguindo os princípios da seleção
científica do trabalhador, do tempo
padrão, do trabalho em conjunto, da
supervisão e da ênfase na eficiência.
Nas considerações da Administração
Científica de Taylor, a organização é
comparada com uma máquina, que segue
um projeto pré-definido; o salário é
importante, mas não é fundamental para
a satisfação dos funcionários; a
organização é vista de forma fechada,
desvinculada de seu mercado; a
qualificação do funcionário passa a ser
14
supérflua em conseqüência da divisão de
tarefas que são executadas de maneira
repetitiva e monótona e finalmente, a
administração científica, faz uso da
exploração dos funcionários em prol dos
interesses particulares das empresas.
Em 1911, Taylor publicou o livro
considerado como a "bíblia" dos
organizadores do trabalho: PRINCÍPIOS
DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA, que
tornou-se um best-seller no mundo
inteiro. Reconhece-se hoje que as
propostas pioneiras de Taylor
deflagraram uma "febre" de
racionalização, que prepararam o terreno
para o advento do TQC (Total Quality
Control), ocorrido ao longo do pósguerra.
As propostas básicas de Taylor:
planejamento, padronização,
especialização, controle e remuneração
trouxeram decorrências sociais e culturais
da sua aplicação, pois representaram a
total alienação das equipes de trabalho e
da solidariedade grupal, fortes e vivazes
no tempo da produção artesanal.
Apesar das decorrências negativas para a
massa trabalhadora, que as propostas de
Taylor acarretaram, não se pode deixar
de admitir que elas representaram um
enorme avanço para o processo de
produção em massa.
Paralelamente aos estudos de Taylor,
Henri Fayol que era francês, defendia
princípios semelhantes na Europa,
baseado em sua experiência na alta
administração. Enquanto os métodos de
Taylor eram estudados por executivos
europeus, os seguidores da
Administração Científica só deixaram de
ignorar a obra de Fayol quando a mesma
foi publicada nos Estados Unidos. O
atraso na difusão generalizada das idéias
de Fayol fez com que grandes
contribuintes do pensamento
administrativo desconhecessem seus
princípios. Fayol relacionou 14 (quatorze)
princípios básicos que podem ser
estudados de forma complementar aos
de Taylor. As 05 (cinco) funções precípuas
da gerência administrativa como:
planejar, comandar, organizar, controlar e
coordenar, o já conhecido e
exaustivamente estudado nas escolas de
administração -PCOCC - são os
fundamentos da Teoria Clássica
defendida por Fayol.
Esta Teoria considera: a obsessão pelo
comando, a empresa como sistema
fechado e a manipulação dos
trabalhadores, que semelhante à
Administração Científica, desenvolvia
princípios que buscavam explorar os
trabalhadores.
Traçando-se um paralelo entre a
Administração Científica e a
Administração Clássica, conclui-se que
enquanto Taylor estudava a empresa
privilegiando as tarefas de produção,
Fayol a estudava privilegiando as tarefas
da organização. A ênfase dada pelo
primeiro era sobre a adoção de métodos
racionais e padronizados e máxima
divisão de tarefas enquanto o segundo
enfatizava a estrutura formal de empresa
e a adoção de princípios administrativos
pelos altos escalões.
Na história da evolução da Administração
não se pode esquecer a valiosa
contribuição de Elton George Mayo, o
criador da TEORIA DAS RELAÇÕES
HUMANAS, desenvolvida a partir de 1940,
nos Estados Unidos e mais recentemente,
com novas idéias, com o nome de Teoria
do Comportamento Organizacional.
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