O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que serve de referência para reajuste em contratos de aluguel, diminuiu na segunda prévia de abril e ficou em 0,55%. No mesmo período do mês anterior, a variação foi de 0,59%.
De acordo com dados divulgados hoje (19) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o resultado foi influenciado pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que diminuiu de 0,68% para 0,51% no período. O IPA representa 60% do IGP-M. A taxa dos bens finais subiu de 0,69% para 0,91%, tendo como maior contribuição a elevação nos preços dos alimentos processados (de 0,30% para 0,96%).
Já o índice dos bens intermediários passou de 0,66% para 0,51%, tendo como destaque os suprimentos (de 1,25% para 0,33%). O índice referente a matérias-primas brutas também sofreu redução, de 0,68% para 0,07%. Os itens que mais contribuíram para esse movimento foram: algodão em caroço (de 8,73% para -1,69%), café em grão (de 10,65% para 2,45%) e laranja (de 4,55% para -9,52%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-M, subiu de 0,45% para 0,65%. Cinco das sete classes de despesa componentes do índice registraram acréscimos em suas taxas de variação. O destaque ficou com o grupo alimentação (de 0,19% para 0,64%), cujas principais pressões partiram de carnes bovinas (de -2,34% para 0,21%), laticínios (de 0,02% para 1,48%) e hortaliças e legumes (de 2,27% para 2,71%).
Também houve aumento em transportes (de 0,96% para 1,71%), educação, leitura e recreação (de 0,05% para 0,29%), vestuário (de 0,76% para 0,97%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,56% para 0,72%). Em sentido oposto, as taxas diminuíram em habitação (de 0,53% para 0,31%) e despesas diversas (de 0,42% para 0,29%).
Último componente do IGP-M, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu de 0,37% para 0,50%. Houve aumento no custo da mão de obra (de 0,17% para 0,74%) e diminuição no índice relativo a materiais, equipamentos e serviços (de 0,56% para 0,27%).
Para calcular a segunda prévia do IGP-M deste mês, a FGV coletou preços entre 21 de março e 10 de abril.
* Fonte: Agência Brasil
domingo, 24 de abril de 2011
Assembleia gaúcha aprova lei proibindo estrangeirismo na escrita
Os deputados do Rio Grande do Sul aprovaram uma lei para banir o bullying, o spam, o pizzaiolo e qualquer outro vocábulo estrangeiro sem estar acompanhado tradução nas propagandas e documentos oficiais do Estado.
Aprovada por 26 votos a 24, a lei foi proposta pelo deputado Raul Carrion (PC do B) e institui a obrigatoriedade da do uso de expressões em português no lugar das estrangeiras "em todo documento, material informativo, propaganda, publicidade ou meio de comunicação através da palavra escrita" no Estado.
Ainda caberá ao governador Tarso Genro (PT) sancionar ou vetar a lei.
O principal alvo da regulamentação são estrangeirismos que poderiam ser facilmente substituídos por palavras em português, como os anúncios que trazem o termo "sale" no lugar de "liquidação", mas a lei vai além.
Quando não houver uma expressão equivalente em português, diz o texto aprovado, uma tradução deverá acompanhar com o mesmo tamanho e destaque o intruso linguístico.
Fosse aplicado tal qual o texto aprovado, o princípio obrigaria uma propaganda de restaurante japonês, por exemplo, a explicar que sashimi são fatias de peixe cru.
A reportagem não conseguiu falar com o deputado. No texto de justificativa do projeto, ele acusa a existência de uma "acelerada descaracterização da língua portuguesa, tal a invasão indiscriminada e desnecessária".
Além de ser considerada inócua por linguistas, para quem idiomas são sistemas "vivos" em constante transformação, a iniciativa enfureceu o mercado publicitário gaúcho, potencialmente o maior prejudicado pela lei.
"É uma coisa insana querer engessar a língua. Mas, como não prevê punição, é mais uma lei que não vai pegar", diz Alfredo Fedrizzi, dono de uma agência de publicidade em Porto Alegre.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/906578-assembleia-gaucha-aprova-lei-proibindo-estrangeirismo-na-escrita.shtml
Aprovada por 26 votos a 24, a lei foi proposta pelo deputado Raul Carrion (PC do B) e institui a obrigatoriedade da do uso de expressões em português no lugar das estrangeiras "em todo documento, material informativo, propaganda, publicidade ou meio de comunicação através da palavra escrita" no Estado.
Ainda caberá ao governador Tarso Genro (PT) sancionar ou vetar a lei.
O principal alvo da regulamentação são estrangeirismos que poderiam ser facilmente substituídos por palavras em português, como os anúncios que trazem o termo "sale" no lugar de "liquidação", mas a lei vai além.
Quando não houver uma expressão equivalente em português, diz o texto aprovado, uma tradução deverá acompanhar com o mesmo tamanho e destaque o intruso linguístico.
Fosse aplicado tal qual o texto aprovado, o princípio obrigaria uma propaganda de restaurante japonês, por exemplo, a explicar que sashimi são fatias de peixe cru.
A reportagem não conseguiu falar com o deputado. No texto de justificativa do projeto, ele acusa a existência de uma "acelerada descaracterização da língua portuguesa, tal a invasão indiscriminada e desnecessária".
Além de ser considerada inócua por linguistas, para quem idiomas são sistemas "vivos" em constante transformação, a iniciativa enfureceu o mercado publicitário gaúcho, potencialmente o maior prejudicado pela lei.
"É uma coisa insana querer engessar a língua. Mas, como não prevê punição, é mais uma lei que não vai pegar", diz Alfredo Fedrizzi, dono de uma agência de publicidade em Porto Alegre.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/906578-assembleia-gaucha-aprova-lei-proibindo-estrangeirismo-na-escrita.shtml
domingo, 10 de abril de 2011
Dilma em 100 dias: o desafio agora é maior
Oposição ainda junta cacos, mas já esboça eixo de ataque
A oposição ao governo Dilma Rousseff passou os primeiros dias da atual gestão divida entre as tarefas de juntar os cacos de mais uma derrota para o PT e de encontrar um discurso que faça frente à nova presidente. Somente na semana passada, o PSDB, principal partido de oposição, encaixou críticas ao governo Dilma. Aumento dos gastos públicos, desaceleração do PAC e descontrole da inflação vão formar o tripé do ataque oposicionista.
Esses foram os eixos do discurso que o senador e presidenciável tucano Aécio Neves (MG) proferiu no Senado quarta-feira passada. Esses pontos também foram reforçados pelo líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Duarte Nogueira (SP). 'O governo está trabalhando com orçamentos paralelos: o que foi aprovado para este ano e o dos restos a pagar do governo anterior, que se transformaram em uma bola de neve e que reduzem a capacidade de investimento', afirmou Nogueira. 'Vemos, infelizmente, renascer, da farra da gastança descontrolada dos últimos anos, e em especial do ano eleitoral, a crônica e grave doença da inflação', afirmou Aécio.
Mas o desafio ainda é grande. Não bastassem os 56% de aprovação da presidente Dilma Rousseff, segundo pesquisa Ibope, os adversários dela ainda penam com a falta de rumo diante de uma personalidade discreta e econômica na retórica. 'O Lula facilitava a oposição parlamentar porque falava demais e abria espaço para o contraditório. Dilma, não', resume o presidente nacional do PSDB, o deputado Sérgio Guerra (PE).
O tucanato já notou que Dilma analisou o discurso do adversário da época da campanha, José Serra. 'Agora, ela ensaia um pedaço do discurso do Serra no governo', observa Guerra, ao destacar que Dilma fala em austeridade, controle de gastos, direitos humanos e gestão profissional na saúde, além de procurar mostrar que a política externa mudou. O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), observa que uma coisa é o discurso, e outra, a prática. Mas admite que no primeiro momento, o que prevalece mesmo foi o discurso. 'Fica a aparência, que não é ruim', concorda Guerra.
Divisão. Se por um lado o DEM implodiu com a perda de seu principal quadro no Executivo - o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que criou o novo PSD - o PSDB também enfrenta o velho racha entre Minas e São Paulo e a falta de foco que penaliza o conjunto da oposição. 'Os eleitores do PSDB têm simpatizado com as ações da presidente Dilma e isto tem preocupado o partido', disse a certa altura da reunião fechada dos governadores tucanos no dia 28 passado o anfitrião Antonio Anastasia (MG). 'Faço um parêntese à fala de Anastasia', atalhou o paulista Geraldo Alckmin. 'Nós não vamos atacar ou criticar a pessoa da presidente, mas temos realmente que fazer nosso papel de oposição, criticando o governo'. Alckmin frisou que o Brasil não é 'vocacionado' para ter um partido somente, e afirmou que o PSDB tem que se preparar para a alternância do poder.
Fonte: http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=28312970
A oposição ao governo Dilma Rousseff passou os primeiros dias da atual gestão divida entre as tarefas de juntar os cacos de mais uma derrota para o PT e de encontrar um discurso que faça frente à nova presidente. Somente na semana passada, o PSDB, principal partido de oposição, encaixou críticas ao governo Dilma. Aumento dos gastos públicos, desaceleração do PAC e descontrole da inflação vão formar o tripé do ataque oposicionista.
Esses foram os eixos do discurso que o senador e presidenciável tucano Aécio Neves (MG) proferiu no Senado quarta-feira passada. Esses pontos também foram reforçados pelo líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Duarte Nogueira (SP). 'O governo está trabalhando com orçamentos paralelos: o que foi aprovado para este ano e o dos restos a pagar do governo anterior, que se transformaram em uma bola de neve e que reduzem a capacidade de investimento', afirmou Nogueira. 'Vemos, infelizmente, renascer, da farra da gastança descontrolada dos últimos anos, e em especial do ano eleitoral, a crônica e grave doença da inflação', afirmou Aécio.
Mas o desafio ainda é grande. Não bastassem os 56% de aprovação da presidente Dilma Rousseff, segundo pesquisa Ibope, os adversários dela ainda penam com a falta de rumo diante de uma personalidade discreta e econômica na retórica. 'O Lula facilitava a oposição parlamentar porque falava demais e abria espaço para o contraditório. Dilma, não', resume o presidente nacional do PSDB, o deputado Sérgio Guerra (PE).
O tucanato já notou que Dilma analisou o discurso do adversário da época da campanha, José Serra. 'Agora, ela ensaia um pedaço do discurso do Serra no governo', observa Guerra, ao destacar que Dilma fala em austeridade, controle de gastos, direitos humanos e gestão profissional na saúde, além de procurar mostrar que a política externa mudou. O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), observa que uma coisa é o discurso, e outra, a prática. Mas admite que no primeiro momento, o que prevalece mesmo foi o discurso. 'Fica a aparência, que não é ruim', concorda Guerra.
Divisão. Se por um lado o DEM implodiu com a perda de seu principal quadro no Executivo - o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que criou o novo PSD - o PSDB também enfrenta o velho racha entre Minas e São Paulo e a falta de foco que penaliza o conjunto da oposição. 'Os eleitores do PSDB têm simpatizado com as ações da presidente Dilma e isto tem preocupado o partido', disse a certa altura da reunião fechada dos governadores tucanos no dia 28 passado o anfitrião Antonio Anastasia (MG). 'Faço um parêntese à fala de Anastasia', atalhou o paulista Geraldo Alckmin. 'Nós não vamos atacar ou criticar a pessoa da presidente, mas temos realmente que fazer nosso papel de oposição, criticando o governo'. Alckmin frisou que o Brasil não é 'vocacionado' para ter um partido somente, e afirmou que o PSDB tem que se preparar para a alternância do poder.
Fonte: http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=28312970
sábado, 12 de março de 2011
Rabiscos ajudam executivos a achar soluções estratégicas
Grandes obras de Leonardo Da Vinci vieram de desenhos rudimentares, feitos de forma espontânea. O mesmo aconteceu com engenhocas de Thomas Edison ou projetos arquitetônicos de Frank Gehry. Tudo começou com meros rabiscos numa folha de papel.
E é justamente isto, o ato de rabiscar, que a escritora americana Sunni Brown está levando para dentro de empresas americanas, como Disney, Dell e Citibank, com objetivo de ajudá-las a criar mapas estratégicos ou resolver problemas corporativos.
"Passo muito tempo ensinando adultos a usar a linguagem visual e a rabiscar no ambiente de trabalho, mas, naturalmente, encontro muita resistência. É considerado um ato contraprodutivo", disse Brown num evento em Long Beach chamado TED, que reúne especialistas de diversas áreas para palestras curtas de 18 minutos.
"Não existe [em inglês] uma definição positiva para rabiscar. Mas isso é uma ferramenta maravilhosa que precisamos reaprender a usar", continuou Brown, que tem uma lista de cerca de cem empresas clientes.
ESPONTANEIDADE
"Fazer desenhos espontâneos ajuda a pensar e a se concentrar. É uma medida preventiva para não perder o foco", afirmou.
Brown é coautora do livro "Gamestorming", que usa jogos para revolver problemas no ambiente de trabalho. Ela está agora pesquisando para "The Doodle Revolution" (a revolução do rabisco), que será lançado em 2012.
Como parte da apresentação no TED, aplaudida de pé, Brown mostrou slides dos rabiscos de Frank Gehry para o museu Guggenheim Abu Dhabi e também outros de Bill Gates.
No livro, que já tem um site (www.doodlerevolution. com), haverá outros exemplos, como desenhos e anotações de Albert Einstein, Edison e Da Vinci, para ajudar a inverter a má reputação da atividade.
"Muitas pessoas rabiscam para relaxar, para entrar num estado meditativo, num espaço da mente que não está obcecado com lógica e análise. É instintivo", disse Brown à Folha.
"Porém, para rabiscar estrategicamente, para negócios ou numa instituição de ensino, é preciso treino."
ESTRATÉGIA
Brown, que se dedica ao estudo do tema há um ano, já passou várias vezes rabiscando oito horas por dia com executivos em empresas.
Um exemplo do que ela chama de "rabisco estratégico" pode ocorrer com um grupo em busca de um plano de crescimento da empresa para os próximos cinco anos.
"Enquanto eles conversam e vão desenhando, o papel ganha um significado, vira um mapa que mostra para onde eles estão indo, para onde querem ir", explicou Brown. "Rabiscar é extremamente aplicável no mundo dos negócios. Temos que levar a sério."
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/887763-rabiscos-ajudam-executivos-a-achar-solucoes-estrategicas.shtml
E é justamente isto, o ato de rabiscar, que a escritora americana Sunni Brown está levando para dentro de empresas americanas, como Disney, Dell e Citibank, com objetivo de ajudá-las a criar mapas estratégicos ou resolver problemas corporativos.
"Passo muito tempo ensinando adultos a usar a linguagem visual e a rabiscar no ambiente de trabalho, mas, naturalmente, encontro muita resistência. É considerado um ato contraprodutivo", disse Brown num evento em Long Beach chamado TED, que reúne especialistas de diversas áreas para palestras curtas de 18 minutos.
"Não existe [em inglês] uma definição positiva para rabiscar. Mas isso é uma ferramenta maravilhosa que precisamos reaprender a usar", continuou Brown, que tem uma lista de cerca de cem empresas clientes.
ESPONTANEIDADE
"Fazer desenhos espontâneos ajuda a pensar e a se concentrar. É uma medida preventiva para não perder o foco", afirmou.
| James Duncan Davidson/TED/Divulgação | ||
| Escritora americana Sunni Brown está levando para empresas, como Disney, Dell e Citibank, a 'técnica' do rabisco |
Como parte da apresentação no TED, aplaudida de pé, Brown mostrou slides dos rabiscos de Frank Gehry para o museu Guggenheim Abu Dhabi e também outros de Bill Gates.
No livro, que já tem um site (www.doodlerevolution. com), haverá outros exemplos, como desenhos e anotações de Albert Einstein, Edison e Da Vinci, para ajudar a inverter a má reputação da atividade.
"Muitas pessoas rabiscam para relaxar, para entrar num estado meditativo, num espaço da mente que não está obcecado com lógica e análise. É instintivo", disse Brown à Folha.
"Porém, para rabiscar estrategicamente, para negócios ou numa instituição de ensino, é preciso treino."
ESTRATÉGIA
Brown, que se dedica ao estudo do tema há um ano, já passou várias vezes rabiscando oito horas por dia com executivos em empresas.
Um exemplo do que ela chama de "rabisco estratégico" pode ocorrer com um grupo em busca de um plano de crescimento da empresa para os próximos cinco anos.
"Enquanto eles conversam e vão desenhando, o papel ganha um significado, vira um mapa que mostra para onde eles estão indo, para onde querem ir", explicou Brown. "Rabiscar é extremamente aplicável no mundo dos negócios. Temos que levar a sério."
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/887763-rabiscos-ajudam-executivos-a-achar-solucoes-estrategicas.shtml
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Medidas prudenciais são mais efetivas contra inflação--Mantega
SÃO PAULO (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo deste domingo que medidas prudenciais e o aumento do compulsório são mais eficazes para conter a inflação do que o aumento dos juros.
'Eu sou contra manter juros artificialmente altos. Eu sou a favor de que subam os juros quando há problema de inflação. Não que esses juros aí tenham ajudado a diminuir. Acho que as medidas prudenciais e o aumento do compulsório, que são na veia, são mais efetivos', afirmou Mantega ao jornal.
'Os juros são muito altos no Brasil? É verdade. Só que já foram mais altos', acrescentou.
Esta semana o Copom vai se reunir, e a maioria dos analistas esperam nova alta de 0,5 ponto, para 11,75 por cento.
A inflação está acima da meta do Banco Central. Pelo IPCA, a alta foi de 5,9 por cento em 2010 e o centro da meta é 4,5 por cento. Em dezembro, o BC tomou algumas medidas macroprudenciais que já tiveram efeito para a desaceleração do crédito em janeiro, segundo dados divulgados na semana passada.
Mantega voltou a dizer que a taxa usada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empréstimos a Taxa de Juros de Longo Prazo (TLJP) deve subir.
O ministro disse ainda que o governo da presidente Dilma Rousseff é uma 'continuidade' dos oito anos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porém 'mais parecido' com o segundo mandato de Lula.
'O governo Dilma não é parecido nem com Lula 1 nem com Lula 2. É parecido com Lula 3', disse. 'O Dilma 1 é parecido com Lula 2 porque não está sendo puxado o freio de mão. Nós estamos trabalhando para um crescimento de 4,5 por centro, 5 por cento neste ano, o que será historicamente ímpar.'
Fonte: http://dinheiro.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=27830812
'Eu sou contra manter juros artificialmente altos. Eu sou a favor de que subam os juros quando há problema de inflação. Não que esses juros aí tenham ajudado a diminuir. Acho que as medidas prudenciais e o aumento do compulsório, que são na veia, são mais efetivos', afirmou Mantega ao jornal.
'Os juros são muito altos no Brasil? É verdade. Só que já foram mais altos', acrescentou.
Esta semana o Copom vai se reunir, e a maioria dos analistas esperam nova alta de 0,5 ponto, para 11,75 por cento.
A inflação está acima da meta do Banco Central. Pelo IPCA, a alta foi de 5,9 por cento em 2010 e o centro da meta é 4,5 por cento. Em dezembro, o BC tomou algumas medidas macroprudenciais que já tiveram efeito para a desaceleração do crédito em janeiro, segundo dados divulgados na semana passada.
Mantega voltou a dizer que a taxa usada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empréstimos a Taxa de Juros de Longo Prazo (TLJP) deve subir.
O ministro disse ainda que o governo da presidente Dilma Rousseff é uma 'continuidade' dos oito anos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porém 'mais parecido' com o segundo mandato de Lula.
'O governo Dilma não é parecido nem com Lula 1 nem com Lula 2. É parecido com Lula 3', disse. 'O Dilma 1 é parecido com Lula 2 porque não está sendo puxado o freio de mão. Nós estamos trabalhando para um crescimento de 4,5 por centro, 5 por cento neste ano, o que será historicamente ímpar.'
Fonte: http://dinheiro.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=27830812
Quais os riscos de ter o próprio negócio?
Tornar-se um empreendedor pode significar independência para muitos profissionais, que procuram renunciar às ordens de um chefe e querem planejar e administrar negócios por conta própria. Porém, ao decidir empreender, a pessoa deve levar em conta alguns riscos que podem surgir pelo caminho e serem determinantes para o sucesso.
O presidente da Fran Systems, consultoria em desenvolvimento de negócios e de franquias, Batista Gigliotti, alerta para os sobressaltos na vida daqueles que abraçaram a profissão de empresário.
"Eles [riscos] existem em todos os negócios. Na verdade, aceitá-los é considerada uma das principais características do empreendedor de sucesso. Só o fato de se tornar empreendedor já pode ser considerado um risco. Porém, saber calcular onde e quando arriscar, além de ficar atento às dicas que o mercado nos proporciona, pode suavizar as dificuldades", afirma o executivo.
"Os riscos principais dos empreendedores são não ter muito claro se o negócio faz sentido em sua vida, não definir com muita clareza quais são os objetivos sociais do negócio e, por fim, as questões de planejamento", completa.
Gigliotti aponta que administrar uma empresa, determinar as estratégias que serão adotadas para alavancar o negócio e manter a companhia são apenas alguns desafios para o ínicio da gestão. Para o executivo, os empreendedores devem centrar-se nos tópicos a seguir.
Fonte: http://dinheiro.br.msn.com/fotos/galeria-de-fotos.aspx?cp-documentid=27795546
O presidente da Fran Systems, consultoria em desenvolvimento de negócios e de franquias, Batista Gigliotti, alerta para os sobressaltos na vida daqueles que abraçaram a profissão de empresário.
"Eles [riscos] existem em todos os negócios. Na verdade, aceitá-los é considerada uma das principais características do empreendedor de sucesso. Só o fato de se tornar empreendedor já pode ser considerado um risco. Porém, saber calcular onde e quando arriscar, além de ficar atento às dicas que o mercado nos proporciona, pode suavizar as dificuldades", afirma o executivo.
"Os riscos principais dos empreendedores são não ter muito claro se o negócio faz sentido em sua vida, não definir com muita clareza quais são os objetivos sociais do negócio e, por fim, as questões de planejamento", completa.
Gigliotti aponta que administrar uma empresa, determinar as estratégias que serão adotadas para alavancar o negócio e manter a companhia são apenas alguns desafios para o ínicio da gestão. Para o executivo, os empreendedores devem centrar-se nos tópicos a seguir.
Fonte: http://dinheiro.br.msn.com/fotos/galeria-de-fotos.aspx?cp-documentid=27795546
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Cronologia da evolução das teorias administrativas:
"O homem é o único animal que administra, como conseqüência é o único que desenvolveu uma aptidão natural para complicar as coisas”. Max Gehringer
A administração é a ordenação do caos que se instala quando um grupo de pessoas coopera no afã de conciliar metas estabelecidas por terceiros com seus objetivos, interesses, desejos e ambições pessoais.
Enquanto ciência, a administração estuda as necessidades sócio-técnicas da organização, seu conjunto de diretrizes, cultura, processos, recursos e capital, possibilitando a realização de seu negócio de forma estruturada, integrada e consolidada.
Na concepção sistêmica, a administração é entendida como um mecanismo estruturador e articulador de processos e recursos empresariais para a consecução dos resultados almejados: geração de bens, lucro e promoção do bem-estar social.
Cronologia da evolução das teorias administrativas:
Embora a industrialização tenha iniciado na década de 80 (séc. XIX) com os adventos das invenções mecânicas, hidráulicas e elétricas (Revolução Industrial) o estudo sistemático só ocorreu no início do séc. XX:
1911 – Princípios da Administração Científica com os estudos de Frederick W. Taylor nos EEUU sobre o sistema técnico com ênfase na especialização da tarefa e controle da produção.
1916 – Gerência Administrativa do livro - Administração Industrial e Geral de Henry Fayol na França, com abordagem na departamentalização, competências administrativas e desempenho organizacional, sendo considerado o Pai da Administração Clássica que defendia que a administração deveria ser uma disciplina a ser estudada fora das escolas de engenharia.
1927 – Relações Humanas a partir dos trabalhos de R.F.Hoxié (USA, 1916), Robert Owen (Escócia, 1825) e Elton de Mayo (USA, 1924 - experiência de Hawthorne – WE Co.) onde o funcionário passa a ser visto como recurso humano e não como uma peça do sistema técnico.
1940 – Escola burocrática de Max Weber com ênfase na organização formal e burocracia racional.
1943 - Teoria da motivação e escalas de necessidades de Abraham Maslow. É considerado o pai da Psicologia Transpessoal.
1945 – Behavorismo (comportamento) de Herbert Simon, Teoria da decisão que concebe a organização como um sistema de decisões.
1954 – Teoria Geral de Sistemas de Ludwig Von Bertalanfy na Áustria, abordagem sistêmica - organização como sistema aberto, visão holística. Peter Drucker com sua obra “The Pratice of Manegement” inicia uma nova era no pensamento administrativo e gerencial que considera a administração como disciplina dada sua importância no estudo da organização. Foi considerado o Pai da administração moderna.
1960 – Teorias X e Y de Douglas McGregor, “The Human Side of Enterprise”, USA1981 – Teoria Z de William Ouchi, USA, estabelece o conceito de administração participativa. Muitas são as abordagens na evolução do pensamento dos estudiosos da administração: a Clássica, a Burocrática, a Humanística, a Comportamental, a Sistêmica, a Organizacional, a Contingencial até se chegar na abordagem Estratégica; abordagens que podemos classificar em duas fases: 1. pensamento mecanicista e reducionista (primeira metade do séc XX), 2. pensamento sistêmico, orgânico e holístico.
A partir dos anos 80 as Escolas do Pensamento Estratégico, já com vinte anos de existência, sugeriram a criação da disciplina de Administração Estratégica nas grandes universidades americanas, resultado das demandas do aumento de competitividade por um novo foco na gestão.
A gestão é a aplicação da teoria administrativa por suas várias metodologias, a saber: gestão por funcionalidades, por objetivos, por resultados, por qualidade total, por processos, por competências, orientada à clientes, estratégica ...A estratégia corporativa apresentou grande desenvolvimento, principalmente a partir da década de 1980 quando o fenômeno da reestruturação empresarial – “conjunto amplo de decisões e de ações, com dimensão organizacional, financeira e de portfólio” (WRIGHT, KROLL e PARNELL,2000) tornou-se imperativo.
A administração estratégica é a disciplina que estrutura, integra e consolida o conjunto de premissas, ativos tangíveis e intangíveis, mercados e ambiente, possibilitando à organização obter vantagem competitiva na realização de seu negócio.
Face à implementação da tecnologia no contexto organizacional, a administração ganha novas perspectivas:
• Grande encadeamento: robotização, produção seriada, ganho em escala..., com função “otimizadora”.
• Mediadora: oferta de produtos e serviços na rede de relacionamentos (bancos, serviços públicos, comércio eletrônico...), exercendo função indutora.
• Intensiva: exerce função capacitora (hospitais, empresas de projetos, ensino à distância...).
Contexto da Administração Tradicional X Administração Estratégica
Tradicional - orientada à resultados Estratégica - orientada à metas
Tradicional - foco no presente e no passado Estratégica - foco no futuro
Tradicional - segue o orçamento Estratégica - segue o planejamento estratégico
Tradicional - gestão de recursos e processos Estratégica - gestão de oportunidades e competências
Tradicional - postura de sobrevivência ou manutenção Estratégica - postura de crescimento ou diversificação
Tradicional - filosofia da satisfação Estratégica - filosofia de adaptação ou otimização
Tradicional - atitude conservadora ou reativa Estratégica - atitude pró-ativa
Tradicional - objetiva cumprir o orçamento Estratégica - objetiva melhor posicionamento e/ou crescimento sustentado
Tradicional - atua na dimensão funcional (MKT, vendas, produção, RH, finanças, controladoria, P&D...) Estratégica - atua na dimensão conjuntural (governanças, clientelas, parceiros, sconcorrência, ambiente...)
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